Quando falamos de bem-estar e autoestima, o foco é sempre em nós mesmos, mas existe um fator que influencia demais na nossa autoconfiança: o tal do julgamento alheio. Esse pode ser bastante poderoso, se assim nós permitirmos, e pode ficar lado a lado com a nossa crítica interior.

Quero hoje te apresentar uma explicação sobre opiniões alheias e um exercício e, espero que sejam ótimos motivos para você começar a mudança que tanto deseja e parar de achar que o que os outros pensam a seu respeito, te define.

Muito diferente do que a gente pensa, o que o outro acha diz muito a respeito sobre ele mesmo. O feedback que recebemos nos oferecem fatos sobre as opiniões, crenças, valores, preferências de quem nos dá o feedback. Fulana não gostou da sua saia e disse que você não tem bom gosto? Bom, claramente este é o gosto dela, isso não significa que a saia é feia para você, mas diz que ela não gosta deste modelo de saia. O lado positivo de saber a opinião do outro é quando temos um público alvo, caso tenhamos feedbacks positivos, significa que estamos com um conteúdo que agrada o público que desejamos alcançar, em caso de negativo, sabemos que precisamos mudar o rumo da estratégia. O problema é quando trazemos isso para a vida pessoal e deixamos de realizar sonhos para obter retornos positivos de quem gostamos. Ninguém vai agradar 100% o outro, na verdade, nem a gente se agrada 100% do tempo. Mulheres podem ter maior dificuldade de sair deste pensamento, e a história explica um pouco, onde, para sobrevivermos, precisávamos agradar, ou não teríamos um lar harmonioso (realidades do passado com vestígios ocultos, muitas vezes), não tínhamos voz, não podíamos votar, nosso dever era servir e deixar o outro feliz. Claro que nada disso pode justificar nossas atitudes, mas este pode ser um dos motivos pela nossa dificuldade em querer agradar tanto, não é um passado tão distante, nossos avós, que inclusive criaram muitos de nós, acreditaram nisso.

Gosto muito de incentivar minhas clientes na compreensão de que deixar de fazer o que deseja por conta do outro é perda de vida para ela mesma, por isso, sempre que identifico que existe uma limitação vinda do externo, gosto de um exercício de ‘ganha e perde’ que aprendi quando fiz coach. Essa atividade me ajudou muito à compreender que, o que eu perdia era muito valioso para o meu sucesso, ainda mais se continuasse dando bola para um determinado fator. Quando isso foi detectado, UAU! Estava de cara com o que precisava fazer para agir a meu favor.

Vamos à ele: O exercício é simples, você precisa de papel e caneta apenas. Faça uma linha vertical no meio (do alto até o fim da folha) e outro horizontal (de um lado à outro), você terá 4 quadrantes e cada um dele será preenchido com respostas para 4 perguntas, que são:

1- No quadrante superior esquerdo: ‘O que eu ganho querendo agradar o outro?’

2- No quadrante inferior esquerdo: ‘O que eu perco querendo agradar o outro?’

3- No quadrante superior direito: ‘O que eu ganho não agradando o outro?’

4- No quadrante inferior direito: ‘O que eu perco não agradando o outro?’

Escreva tudo o que vier à sua mente e no final perceba suas respostas, compare o que você ganha e perde, provavelmente ficará de cara com o tanto de felicidade que perde tentando agradar o outro.

Depois disso, quando ficar tentada a deixar uma vontade de lado, lembre-se do que você perde. Claro que não é para se transformar em uma rebelde, que não está nem aí para o que o outro acha ou deixa de achar. Vivemos em sociedade, bom senso é muito bem-vindo. A sacada aqui é você identificar coisas que deixa de viver por medo dos julgamentos. No próximo feedback que receber, pare e internalize o que achar coerente com seus valores e opiniões, o resto deixa para o outro.

Me conta o que achou? Gosto de saber quando um texto, uma atividade, dicas, fazem sentido para vocês. Comenta aqui ou escreve inbox, como preferir, mas divide comigo!

Beijos,

Mari.

 

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3 Comentários
  • Aline
    Responder

    Oi gostei bastante do texto. Eu nem precisei fazer o desenho,assim que li já respondi na hora mentalmente, e infelizmente isso tudo é vdd.Quanto perdemos nos importando com o julgamento das pessoas,quanto deixamos de viver…eu sou uma pessoa estranha,as vezes não estou nem ai com a opinião alheia,normalmente quando estou me sentindo bem comigo mesma,ou quando estou revoltada ou muito brava com alguma coisa.Já em outros momentos, um simples olhar feio,de reprovação já me deixa triste ou insegura.Gostaria de nunca mais me importar,gostaria de me libertar 100% disso.

    • Marianna
      Responder

      Oi Aline!!!
      Olha, você já tem meio caminho de vantagem né? e olha só o que você respondeu, de primeira, quando justificou quando não se importa: “quando se sente bem com você mesma”… o segredo está aí. Quando algo, em nós, não está 100%, acabamos ficando abertas para o que os outros pensam, para suprir o que não está completo.
      É uma evolução. Você já está indo super bem!!!

  • Aline
    Responder

    Obrigada!!! Fico feliz em saber…estou gostando bastante dos seus conselhos.❤ Eu acho que me identifiquei com vc,de alguma forma.Eu tbm gosto bastante de psicologia e moda,até comecei a facul em psicologia mas infelizmente por motivos pessoais tive que trancar.Essa mistura pra mim é tudo,afinal a mudança tem que ser por fora e por dentro tbm.

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